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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PROSTITUTAS DE PORTEL: PASSARINHO DO LUAR


Ronaldo de Deus Machado

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Debaixo dessa árvore...
Nas aglomerações de algumas mocinhas, quando o assanhamento começa a bater e, como diz um bom cantor nordestino, a menina não quer mais saber de boneca, as mães as chamavam de Passarinho do Luar. Ainda bem criança, ao ouvir essa expressão por várias vezes,  eu não saberia explicar que tipo de passarinho seria este.
Bem recordam alguns anciãos da cidade, muitos já se foram, dos tempos em que uma prostituta atendia aos clientes, os quais faziam fila para conseguir uma vaguinha. Segundo um idoso com quem caminhei esta manhã, Passarinho do luar, por volta do ano de 1967, não era a única.
Ouvia-se falar também de uma famosa profissional do sexo, Ximbuí, que não era tão bonita assim, mas a moçada fazia enormes filas, tão era a escassez de mulher nesse ramo profissional, e nem está com a variedade e a oferta que hoje se vê em lugares como praias, ruas, bares e festas e disk sexo. Tem de todo preço.
Além dessas duas, também existia uma que era chamada de Tiradentes, porque só aceitava notas com valor alto com a foto do Mártir da Independência. De acordo com o velho camarada de caminhada, o cliente gritava: “Tenho uma Tiradentes!” e ela respondia: “Então pode vir pra cabeceira da fila!”

Uma história engraçada foi contada pelo Zé Machado. Disse ele que, no tempo que o João Paiva era delegado de polícia, havia uns jovens, inclusive menores, que faziam a tal fila em frente da casa onde a Passarinho do Luar trabalhava. Decidido a acabar com a “desordem”, o delegado João Paiva foi até o local e não pôde prender ninguém. No começo da fila, seu filho mais velho e no final da fila, seu filho mais novo!

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